Catástrofes e mais catástrofes. Esse é o ciclo o qual o nosso planeta está submetido atualmente. Quando ligamos a TV é só isso que vemos nos telejornais. Temas que também estampam a capa de jornais e revistas. Mas por que isso está acontecendo de forma tão agressiva com o mundo? Serão apenas questões naturais ou há uma parcela de culpa da atividade humana? Várias são as indagações.
As respostas podem ser encontradas nos fenômenos que agravam nosso planeta dia-a-dia. Enchentes, queimadas, tornados, furacões, maremotos, tsunamis…
Muitas são as teses defendidas para a explicação de tais ocorrências, embora toda essa argumentação seja apresentada, existem várias dúvidas. Uma delas tem a ver precisamente com a ação do homem. A forma tão banalizada de como o homem trata o planeta tem alguma relação com o que está acontecendo?
Várias são as respostas encontradas. Muitos SIM, muitos NÃO. No meu ponto de vista, uma coisa tem a ver com a outra. Esses fenômenos que nos atacam frequentemente são apenas consequências da forma bruta que o homem trata a natureza. Quem procura, acha! Pena que às vezes pessoas inocentes acabam vítimas dessas catástrofes.
Mas também é muita falta de consciência por nossa parte. Exploramos, derrubamos, queimamos, ou seja, fazemos da natureza um brinquedo. Não estamos nem aí com o mal que isso pode causar a ela. Só pensamos em nós.
Aí quando a mãe natureza decide reagir, nos enchemos de porquês. “Por que isso tá acontecendo?”, “Mas por que, meu Deus”. Nesses momentos esquecemos de que tudo isso é apenas um reflexo de nossas ações. Esquecemos que existem várias justificativas para tantos porquês. E a palavra que justifica tudo isso é bem simples: IRRESPONSABILIDADE.
Sim, nossa irresponsabilidade para com o mundo todo.
Somos tão imaturos ao ponto de nos esquecer de que tudo tem limite. A natureza vai só aguentando calada, mas quando resolve “falar”, responde da maneira mais agressiva que se pode imaginar.
Se o ser humano soubesse usar corretamente o dom da inteligência, seria capaz de distinguir LIBERDADE de LIBERTINAGEM. Nosso mal é que sempre abusamos de nossa liberdade.
Somos tão ignorantes que, às vezes, achamos que nossos atos não terão consequências futuras. É aí que “quebramos a cara”.
O mundo dia após dia está “morrendo”. Nós estamos por enquanto lidando apenas como uma previsão. A partir do momento que vermos que isso já é uma realidade, vamos tomar conhecimento de nossa insensatez.
Costumamos sempre botar culpa no governo que não faz isso ou aquilo, mas nós temos que começar a mudar pela gente, não ficar de braços cruzados esperando pelas ações do governo. Um por um, cada qual fazendo sua parte já contribui e muito.
O simples fato de não mais jogarmos papel no chão já representa muito. Nosso problema é que nos deixamos levar pelos outros. Pensamos: “Ah! Só eu contribuindo não vai adiantar nada. Um papel a mais não faz diferença”. Não querendo ser clichê, mas de grão em grão a galinha enche o papo.
Seria tão bom se quando o homem fosse cortar uma árvore, plantasse outra no lugar. Fizesse um reflorestamento. Mas não. Ele só quer destruir. Pensa que as árvores nunca vão acabar. Talvez pela grande quantidade de matas e florestas, pensa que nunca vão ser extintas.
Outro grande problema são as queimadas. Derrubam-se milhares de árvores para diversos fins. Seja para agricultura, pecuária… Não importa. Vão destruir sempre. O homem não vê que as queimadas empobrecem o solo, tirando dele toda sua riqueza.
Um paradoxo. O homem tão inteligente não sabe usar esse dom. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro estão agora enfrentando as fortes chuvas, resultando em drásticas enchentes. Chuvas que atingiram principalmente a região da Grande São Paulo.
A capital foi vítima de grandes enxurradas. Famílias perdendo seus familiares, suas casas. Morros desmoronando. Um caos na maior cidade do país.
Situações como as de São Paulo estão sendo enfrentadas quase que todos os dias mundo a fora. Tornam-se bem comuns. O Brasil todo já sofreu e sofre com situações similares. Ano passado, Santa Catarina foi literalmente destruída.
Aqui no nordeste, estados como Piauí, Ceará, Maranhão, Alagoas e Bahia decretaram situação de emergência. Uma calamidade total. Ano passado aqui no Piauí ocorreu outro fator avassalador: Rompimento da Barragem de Algodões.
Angra dos Reis foi outro exemplo recente que podemos citar. Morros desmoronando e dezenas de pessoas mortas. O caso de maior impacto mais recente que temos é o do Haiti. Milhares de pessoas morreram. Um país que já era paupérrimo, agora ficou pior ainda. Vários militares do exército brasileiro (que é dominante na região) vieram a óbito.
Quem também sofreu e infelizmente faleceu foi a criadora da Pastoral da Criança, Zilda Urns. Uma mulher simples, humilde e guerreira que atendia a crianças pobres. Enfim, nos quatro cantos do mundo estamos lidando com calamidades como essa.
O nível do mar está aumentando palautinamente. Tudo por conta do derretimento das geleiras. A costa brasileira já sofre com os impactos desse avanço. O mundo também. Alguns lugares estão quase que desaparecendo.
A temperatura do planeta cresce cada vez mais, resultante do Efeito Estufa. A cada ano que passa a situação vai se repetindo sem muitas variáveis.
O Brasil produz em média 250 milhões de toneladas de lixo por dia. Um pessoa gera cerca de 1 kg. Grande parte desse lixo vai para aterros sanitários. Outra parte vai para lixões.
Um aterro sanitário tem suas vantagens e desvantagens. É bom porque recupera áreas degradadas, é processo de baixo custo. É ruim pois necessita de áreas maiores etc.
Infelizmente uma parcela bem grande de lixo também vai parar nas ruas. Isso tapa bueiros e impede o escoamento da água das chuvas.
Depois de tudo o que foi apresentado, retomo a pergunta que intitula este artigo: O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O MUNDO? Há soluções para isso?
Perguntas que não querem calar. Sabemos que isso não está acontecendo à toa. Tem que haver alguma explicação.
Deus perdoa, a natureza NÃO!
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